Capítulo I - Seguindo conselhos

Paul me disse que o Eros está é um estado de stress absoluto. Que por falta de alegria no ambiente onde ele mora, ele se sentiu meio pressionado e por isso já não tem vontade de fazer mais nada, nem mesmo brincar.
Pedi a ele que lhe desse um banho enquanto eu ia a confeitaria comprar a torta de chantilly que Eros mais adora.
Quando cheguei à confeitaria da Sra. Barcleys, ela me recebeu calorosamente com um de seus abraços apertados.

- Lizzy! Com é bom vê-la querida. Como você está? E o Eros? Está no carro?
- Estou bem Susan. Eros está com Paul. Ele ainda não sabe que vim aqui. Quero lhe fazer uma surpresa.
- Oh sim! E veio buscar uma tortinha de chantilly para ele eu suponho.
- Sim. Mas na verdade vou querer o tamanho grande, dessa vez vou acompanhá-lo.
- E porque não leva também alguns sonhos querida? Sei que você gosta muito deles, e acabaram de sair do forno.
- Nossa! Há quanto tempo não como um dos seus sonhos. Pode embalar a torta e uns três deles também. E pode deixar que essa semana ainda, Eros e eu viremos aqui para tomar café com vocês.

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- Ele não parece melhor depois do banho Lizzy?
- Sim. Parece até mais vivo.
- Se ao invés de pia eu tivesse uma banheira, oferecia um ‘banho e tosa’ pra você também querida.
- Pode ser uma boa idéia Paul. – rimos – Vou pensar nisso com carinho. Pode ir comprando a banheira.
Eros pulou no meu colo como se não me visse há anos. E pra ser sincera, eu não via seus olhos tão verdes a muito tempo.
Comprei uns brinquedinhos novos pra ele, que só desembrulhei em casa enquanto ele devorava o pedaço de torta que eu tinha lhe dado.
Quando peguei os sonhos pra guardá-los em um pote, vi outro embrulho no fundo da sacola da confeitaria.
Um pequeno bilhete com a caligrafia da Sra. Barcleys estava preso a ele: “Querida Lizzy, estes são por minha conta. Espero que volte mais vezes e, por favor, traga o Eros. Sentimos falta de vocês por aqui. Abraços aos dois. S.B.”.
No embrulho havia vários muffins de chocolate e nozes. Os meus preferidos.
Esqueci propositalmente de que Paul havia me recomendado não abusar no açúcar com Eros e ofereci-lhe mais torta enquanto enchia uma caneca com leite, sentada na cadeira alta da bancada da cozinha.

- Tivemos um dia cheio não foi bebê. Amanhã vamos à floricultura. A mamãe precisa de flores novas. – Eros comia e miava como se quisesse me dizer algo – Desculpe pelo tempo que estive morta, e obrigado por cuidar de mim. Você é um amor. Não sei que seria de mim sem você.
Ele saiu de onde estava e caminhou lentamente sobre a bancada me encarando com seu olhar atento. Aproximou-se de mim e começou a lamber o leite da minha caneca ignorando minhas ordens de que parasse.
Vendo a situação em que eu e ele estávamos entrei em crise de risos.
Senti-me feito uma mãe que perde o controle diante uma pirraça de um filho pequeno dentro de uma loja de brinquedos.
Coloquei outra caneca de leite pra mim e ficamos os dois na cozinha conversando, comendo doces e tomando leite; como duas comadres colocando as fofocas em dia.

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